Ícone do site Itaquá Repórter

Crime organizado no setor de combustíveis é alvo de operação nacional

posto de gasolina

Foto: IADE-Michoko/Pixabay

Mais de 350 pessoas são investigadas em vários estados; bens de até R$ 7,6 bilhões podem ser bloqueados

Uma megaoperação conjunta das forças de segurança estaduais e federais foi deflagrada nesta quinta-feira (28) para combater um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis. Mais de 350 pessoas são investigadas, e bens avaliados em pelo menos R$ 7,6 bilhões podem ser bloqueados judicialmente.

A operação, denominada “Carbono Oculto”, envolve cerca de 1,4 mil agentes do Ministério Público de São Paulo (por meio do Gaeco), Polícias Civil e Militar, Polícia Federal, Ministério Público Federal, Receita Federal e Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Nas ações, 160 auditores fiscais atuam diretamente na apreensão digital de documentos.

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos estados de:


Em São Paulo, equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar e do DOPE (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) da Polícia Civil atuam nas regiões da capital, São José do Rio Preto, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Bauru e Sorocaba.

O principal objetivo é desmantelar uma facção criminosa envolvida em:

Segundo as investigações, irregularidades ocorreram em diversas etapas do processo de produção e distribuição de combustíveis, atingindo mais de 300 postos. Foram constatadas fraudes qualitativas, com combustíveis fora do padrão da ANP, e quantitativas, com volume menor do que o registrado nas bombas.

“A asfixia financeira do crime organizado é o nosso foco. Essa ação integrada ataca diretamente o núcleo do problema, onde esses criminosos obtêm lucros vultuosos de forma fraudulenta, prejudicando a população e a cadeia econômica”, afirmou o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite.

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (Cira/SP) deve solicitar à Justiça o bloqueio de bens para recuperar tributos sonegados. Estima-se que o valor ultrapasse R$ 7 bilhões.

As investigações identificaram que os criminosos:

O transporte irregular do metanol representa risco aos motoristas, pedestres e ao meio ambiente, devido à alta inflamabilidade e toxicidade do produto. Parte dos recursos obtidos com os crimes foi utilizada para a compra de usinas sucroalcooleiras e expansão da atuação criminosa em distribuidoras, transportadoras e postos de combustíveis.

As equipes responsáveis pela operação continuam coletando provas, e mais detalhes devem ser divulgados ao término das ações.

Sair da versão mobile