Cidade tem risco de inundações, alagamentos, solapamento de margens de rio e deslizamentos de terra
Um estudo do IG (Instituto de Geociências) da Unicamp mapeou 178 setores de risco em Itaquaquecetuba, contribuindo para a prevenção de desastres naturais e subsidiando políticas públicas no município. O levantamento foi desenvolvido no âmbito do PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos), em parceria com a Prefeitura de Itaquaquecetuba e o Ministério das Cidades.
O projeto, que envolveu pesquisadores e estudantes da Unicamp, identificou quatro tipos de risco na cidade: inundações e enchentes, alagamentos, solapamento de margens de rio e deslizamentos de terra. O diagnóstico indicou quais setores apresentam maior ou menor vulnerabilidade, informações que agora serão usadas pelo município para planejamento de ações preventivas.
Segundo Jefferson Picanço, coordenador do estudo, “conseguimos identificar 178 setores de risco e elencar sua gravidade. Entregamos o resultado ao Ministério, e a Prefeitura vai usar essas informações em políticas públicas direcionadas”.
A metodologia envolveu caminhadas e oficinas com moradores, permitindo que a população local ajudasse a traçar os mapas e validar as áreas de risco. Para Luiz Bongiovani, pesquisador sênior do IG, essa participação social foi essencial: “Os moradores conhecem a realidade do seu território, como a água se comporta e onde os riscos são maiores. Isso tornou o diagnóstico mais preciso”.
O coordenador da Defesa Civil de Itaquaquecetuba, Anderson Marchiori, ressaltou que o estudo inova ao identificar setores específicos, e não apenas áreas genéricas de risco, facilitando a implantação de medidas preventivas e direcionadas.
O projeto também contribuiu para a formação acadêmica de estudantes da Unicamp, que participaram das pesquisas, desenvolveram dissertações e trabalhos de iniciação científica.
Para Emilson Pereira Leite, diretor da Unidade da Unicamp, “o trabalho técnico e preventivo do município mostra forte integração entre ciência e gestão pública. Parcerias como essa permitem criar mapas de risco detalhados, essenciais para proteger a população e subsidiar políticas públicas de impacto social”.
A parceria entre o IG e a Defesa Civil de Itaquaquecetuba seguirá, com perspectivas de ações de médio e longo prazo para prevenção de desastres e mitigação de riscos.
(Com informações do Jornal da Unicamp)
