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Itaquá é alvo da Operação Tríade, que combate golpe de falsas ligações

mandados de busca e apreensão

Foto: Divulgação

Esquema consistia em ligações fraudulentas feitas em nome de uma empresa americana

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na segunda-feira (23), a Operação Tríade para desarticular um esquema de estelionato baseado em falsas ligações feitas em nome de uma empresa multinacional de softwares e serviços online. A ação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Itaquaquecetuba, São Paulo, Ferraz de Vasconcelos e Várzea Paulista.

A Justiça também autorizou o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Durante a operação, os policiais apreenderam telefones celulares, tablets e documentos que serão analisados para subsidiar o inquérito.

Segundo a investigação, o esquema consistia em ligações fraudulentas feitas em nome de uma empresa americana. A vítima, diretora de uma escola, sofreu prejuízo de R$ 144 mil.

O primeiro contato ocorreu no início de agosto de 2025, no local de trabalho da vítima. Uma mulher se apresentou como funcionária da suposta empresa e afirmou que precisava apenas confirmar o endereço da instituição. No dia seguinte, enviou um documento eletrônico para assinatura. Sem ler atentamente o conteúdo, a diretora assinou o arquivo.

Posteriormente, a vítima recebeu nova ligação, desta vez de uma mulher que se apresentou como oficial de justiça atuante no Distrito Federal. Ela informou que haveria protesto por inadimplência referente ao suposto contrato de divulgação da escola.

Para cancelar o contrato, os criminosos exigiram o pagamento de três parcelas de R$ 955. Mesmo após o pagamento, as cobranças continuaram. Ao todo, a vítima realizou mais de 119 transações bancárias aos investigados.

Envolvimento de advogada

Entre os suspeitos está uma advogada da capital paulista, investigada por possível participação no esquema e em outros golpes semelhantes. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo acompanhou o cumprimento dos mandados.

O delegado Cristiano Reschke, diretor da Delegacia Regional de Canoas, destacou a sofisticação da fraude, que envolvia personagens distintos para dar credibilidade à abordagem, como suposta oficial de justiça, advogada e representante da empresa multinacional.

As investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos e vítimas do esquema.

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