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Itaquaquecetuba em atenção: água do Alto Tietê em baixa

Parque Marengo x vista áerea da cidade de itaquá

Foto: Caroline Assis

Sistema Produtor opera com menos de 30% da capacidade, apesar da melhora em relação a 2015

O Sapt (Sistema Produtor Alto Tietê) encerrou agosto de 2025 com 29,47% de sua capacidade, mais que o dobro do registrado durante a crise hídrica de 2015, quando os reservatórios atingiram apenas 13,82%. Apesar da melhora, especialistas alertam que a situação ainda exige atenção, especialmente em cidades como Itaquaquecetuba, que depende do sistema para abastecimento.

Segundo Antonio Carlos Zuffo, engenheiro civil e professor de Hidrologia da Unicamp, os níveis atuais são preocupantes devido à persistência do período seco e à influência da La Niña.

“Estamos vindo de dois anos mais secos. O ano passado foi muito seco, e este ano também está sendo mais seco do que o anterior”, afirma Zuffo.

Composição e alcance do Sistema Alto Tietê

Representa 28% da reserva de água da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo).

Os reservatórios foram construídos para garantir regularidade no abastecimento, mesmo com variações de chuva ano a ano. Entretanto, anos consecutivos de precipitação abaixo da média podem reduzir significativamente os volumes armazenados.

Comparativo histórico: 2015 x 2025

Apesar da recuperação de algumas represas, como Paraitinga e Ponte Nova, Biritiba apresenta queda em relação a 2015, reforçando a necessidade de monitoramento constante.

Chuvas irregulares e influência da La Niña

Medidas de contenção e economia de água

Embora o sistema não esteja em colapso, Itaquaquecetuba e demais cidades abastecidas pelo Spat devem reduzir o consumo de água. O ciclo climático atual é mais seco, semelhante ao observado entre 1935 e 1976, e a adoção de medidas preventivas ajuda a evitar crises mais severas no abastecimento.

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