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Secretaria de Saúde de SP emite alerta sobre risco de metanol em bebidas

Secretaria de Saude de SP emite alerta

Foto: Governo de SP

Seis casos confirmados e três óbitos motivam fiscalização intensificada em bares e adegas da capital e Grande São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou um alerta aos profissionais de saúde sobre o risco de intoxicação por metanol, substância presente em bebidas alcoólicas clandestinas ou adulteradas. A ingestão pode causar danos graves, incluindo cegueira permanente e até óbito. O aviso foi emitido pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) e pelo CVS (Centro de Vigilância Sanitária) e orienta que pacientes com sintomas após consumo de álcool devem ser avaliados imediatamente.

Sintomas da intoxicação por metanol

Os sinais costumam aparecer entre 6 e 24 horas após a ingestão e incluem:

Nos casos mais graves, podem ocorrer cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal e comprometimento neurológico.

Orientações para profissionais de saúde

O alerta recomenda:

O CVS disponibiliza também os CiaTox (Centros de Assistência Toxicológica), que oferecem orientação técnica especializada aos profissionais de saúde.

Balanço de casos em São Paulo

Desde junho, seis casos de intoxicação por metanol foram confirmados, com três óbitos:

Atualmente, dez casos seguem sob investigação e um caso já foi descartado.

Recomendações à população e estabelecimentos

O CVS reforça que bares, restaurantes e adegas devem:

A população deve evitar bebidas de origem duvidosa, prevenindo intoxicações que podem ser fatais.

Ações de fiscalização

Em ação conjunta, SES e SSP, com apoio do CVS e da Covisa, fiscalizaram três bares e adegas nas regiões dos Jardins e Mooca, em São Paulo. Foram apreendidas 117 garrafas sem rótulo ou comprovação de procedência, que passarão por perícia no IC (Instituto de Criminalística). Dois estabelecimentos foram autuados por irregularidades sanitárias.

Somente em setembro, mais de 43 mil fiscalizações foram realizadas nos 645 municípios paulistas, incluindo comércios de bebidas, alimentos, bares e restaurantes, como parte do esforço para prevenir novos casos de intoxicação.

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