Em caso de falhas ou serviços de manutenção, o trecho a ser desligado para reparos é menor
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) entregou, na última sexta-feira (28), a cabine seccionadora de Itaquaquecetuba, na Linha 12-Safira. A novidade garante maior agilidade para resolver eventuais problemas que ocorram diariamente, o que deve auxiliar os passageiros que utilizam o transporte.
As cabines seccionadoras de tração podem interromper o fornecimento de energia em uma parte reduzida da linha de contato entre duas subestações, no caso de abertura de um disjuntor das subestações. Isso significa que, em caso de falhas ou serviços de manutenção, o trecho que precisa ser desligado para reparos é menor, o que gera menor impacto negativo e maior flexibilidade na operação dos trens metropolitanos.
“Este é mais um equipamento muito importante para a empresa, ela dá todo o respaldo entre duas subestações, o que resulta em mais confiabilidade para o nosso passageiro, garantindo que a gente não tenha variações no trecho”, afirma Marcelo Machado, Diretor de Engenharia, Obras e Meio-Ambiente da CPTM.
De acordo com Evaldo Ferreira, gerente de Empreendimentos – Sistemas da CPTM, a nova cabine é construída em alvenaria e foi montada e equipada remotamente, na fábrica da Siemens.
A nova cabine seccionadora de Itaquaquecetuba recebeu investimentos de R$ 10,3 milhões, e faz parte de dois Contratos importantes para o sistema de suprimento atual de energia na CPTM: Siemens Norte-Sul (Linhas 7 e 10) e Siemens Leste (Linhas 11 e 12). O investimento total desses contratos gira em torno de R$ 418 milhões (em valores atuais).
Entre os empreendimentos previstos nesses contratos estão reformas, modernizações e ampliações de subestações e cabines existentes, além da implantação de uma subestação nova (Dom Bosco, inaugurada em 2020) e de seis novas cabines seccionadoras (José Bonifácio, Capuava, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Utinga e Guapituba).
A cabine seccionadora de Itaquaquecetuba foi projetada na solução eletrocentro, buscando-se inovação, padronização, redução de custos, redução de espaços físicos e redução do tempo de obra civil/instalação, mantendo-se ainda os requisitos de boa técnica, qualidade e de segurança em comparação com as construções antigas de alvenaria.
A cabine será uma localidade desassistida (sem operadores), com todas as manobras, controle e supervisão realizadas via telecontrole 4G, gerenciadas do Centro de Controle Operacional da CPTM, no Brás.


