Linha possui três estações em Itaquaquecetuba
O contrato de concessão das linha 12-Safira da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) do Governo do Estado de São Paulo com a Trivia Trens, do Grupo Comporte Participações S.A, foi assinado nesta quinta-feira (22). A empresa também vai gerir as linhas 11–Coral e 13–Jade.
O acordo foi firmado, após leilão realizado na B3, com prazo de 25 anos e previsão de investimento de R$ 14,3 bilhões. A linha 12 possui três estações na cidade: Engenheiro Manoel Feio, Aracaré e Itaquaquecetuba.
O projeto prevê a construção de dez novas estações, a reforma de outras 24 e a reconstrução completa de mais quatro. Também está incluída a ampliação de mais de 20 quilômetros de trilhos. No caso da Linha 12, ela será prolongada até Suzano.
A expectativa é que as três linhas transportem, juntas, cerca de 1,3 milhão de passageiros por dia até 2040. A concessão permitirá também a redução dos intervalos entre trens, garantindo uma operação mais eficiente e melhorando a qualidade de vida dos usuários. Isso facilita o acesso ao mercado de trabalho e impulsiona o desenvolvimento econômico em toda a Região Metropolitana de São Paulo.
Na Linha 12–Safira, o intervalo entre Brás e Itaquaquecetuba passará de 5 para 3 minutos e 15 segundos, e entre Itaquaquecetuba e Suzano, de 10 para 6,5 minutos. A extensão da linha será de 2,7 km até Suzano.
Próximos passos
A partir da assinatura do contrato, inicia-se um prazo de 60 dias até a data de eficácia, momento em que o contrato passa a produzir efeitos jurídicos e operacionais. A partir desta data, tem início a fase pré-operacional, com duração de 12 meses, dedicada a treinamentos, adaptação tecnológica e assunção progressiva da operação das Linhas, garantindo a transferência segura de responsabilidades entre a CPTM e a nova concessionária. Nesta fase, também são realizados estudos voltados à resiliência climática e à mitigação de riscos relacionados a eventos extremos, com foco na segurança do sistema.
Concluída a fase pré-operacional, começa a fase operacional, que se estende até o fim da concessão. Ela é composta, inicialmente, por um período de 12 meses de operação assistida, durante o qual a CPTM acompanha e supervisiona a atuação da concessionária. Após esse período, tem início a operação comercial plena, quando a CPTM deixa de prestar assistência direta e a concessionária assume integralmente a gestão do sistema. A fiscalização do contrato ficará a cargo da Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo).