No Brasil, católicos ainda representam mais da metade da população
O Censo 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), confirmou que o número de evangélicos supera o de católicos, pela primeira vez na história, em Itaquaquecetuba. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (6). Os adeptos da igreja Católica Apostólica Romana representam 36,3% da população de Itaquá, inferior aos 37,5% que somam todas as denominações evangélicas na cidade.
As demais religiões têm 9,7% de fiéis, enquanto os sem religião são 16,2%. Apenas 0,3% não sabe ou não declarou a sua situação religiosa ao Censo.
O IBGE informa que, em 2022, Itaquá tinha 369.275 pessoas. Destas, 117.913 se declararam evangélicas e 114.220 católicas, uma diferença de 3.693 habitantes. São 30.564 residentes das demais religiões, 50.906 ateus e 1.027 que não se declararam.
Se em Itaquecetuba os evangélicos são maioria, no restante do país o catolicismo segue em vantagem – apesar de ainda em queda. Em 2010, o Brasil tinha 65,1% de católicos e 21,6% de evangélicos. Em 2022, foram registrados 56,7% de católicos e 26,9% de evangélicos.
O catolicismo foi a religião predominante em todas as grandes regiões do país, tendo sua maior concentração no Nordeste (63,9%), seguido da Região Sul (62,4%), e a menor proporção na Região Norte (50,5%). Já os evangélicos variam entre 36,8%, na Região Norte, e 22,5%, no Nordeste.
“Em 150 anos de recenseamento de religião, muita coisa mudou no país e na sociedade como um todo”, comenta a analista responsável pelo tema, Maria Goreth Santos, referindo-se ao primeiro Censo. “Em 1872, o recenseador deveria assinalar cada pessoa como ‘cathólico’ ou ‘acathólico’, conforme grafia da época; não havia outra opção de religiosidade”, explica Maria Goreth. “Além disso, a população escravizada era toda contada como católica, seguindo a declaração do senhor da casa”.




