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Homem é morto ao tentar proteger vizinha e filha de agressão em Itaquá

Viatura da Polícia Militar
Foto: PM

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Odair Marçal Brum, de 48 anos, foi espancado até a morte ao intervir em briga doméstica

Um homem de 48 anos foi morto ao tentar proteger uma vizinha e sua filha de três anos durante uma briga doméstica, na noite desta quinta-feira, em Itaquaquecetuba. Odair Marçal Brum sofreu espancamento e morreu ainda no local.

Segundo imagens de circuito de segurança, Danilo Muniz Andrade, de 33 anos, aparece dizendo após o crime:

“O cara veio querer me tirar, eu derrubei ele, mano”. Momentos antes, ele havia agredido a namorada, na presença da filha dela, e Odair tentou intervir.

Ao ouvir a confusão dentro da residência, Odair pegou a criança e a levou para os fundos da casa, tentando proteger mãe e filha. Uma luta corporal se seguiu, e Odair acabou derrubado na rua, recebendo socos e chutes, inclusive na cabeça. Mesmo inconsciente, o homem continuou a ser agredido até a chegada de terceiros.

Um vizinho tentou intervir, mas o agressor seguiu impassível, caminhando em seguida até uma adega próxima. Cenas registradas mostram amigos de Danilo próximos ao local, como se nada tivesse ocorrido, enquanto ele tentava justificar sua ação sem demonstrar arrependimento.

Sirlene Conceição, companheira de Odair, tentou socorrê-lo. Uma ambulância foi acionada, mas a morte foi constatada ainda no local. A namorada de Danilo, também agredida, foi levada ao pronto-socorro.

Danilo fugiu do local, mas foi preso em flagrante pelos crimes de lesão corporal e homicídio.

Histórico de violência

A jovem de 24 anos, namorada de Danilo há nove meses, relatou que os episódios de violência eram frequentes e motivados por ciúmes.

Segundo Sirlene, a relação entre ela e a vítima tinha como ponto fraco o carinho por crianças: Odair, que não podia ter filhos, demonstrava especial atenção por elas, fato que o levou a tentar proteger a menina de três anos no dia do crime.

A família de Odair também enfrenta atritos internos relacionados a herança e ao reconhecimento de Sirlene como companheira. Sirlene destacou que ele não possuía bens significativos e dedicava-se intensamente ao trabalho, acordando sempre muito cedo.

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