Com o apoio de famílias doadoras e iniciativas do governo, São Paulo amplia doações e facilita acompanhamento de pacientes na fila de transplantes
São Paulo continua à frente do país no número de transplantes realizados. No primeiro semestre de 2023, o Estado ultrapassou a marca de 4,2 mil procedimentos, representando um crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2022.
De acordo com dados da Central de Transplantes da SES (Secretaria de Estado da Saúde), foram realizados 4.229 transplantes de coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim e córneas. Em 2022, o total de procedimentos no mesmo período havia sido de 3.863.
“O Estado ter ultrapassado a marca de 5 mil transplantes representa não só a capacidade técnica da nossa rede, mas também a solidariedade das famílias que autorizam a doação. Estamos trabalhando com campanhas de esclarecimento e de capacitação de profissionais, que são fundamentais para que mais vidas sejam salvas”, afirma Francisco de Assis Monteiro, coordenador da Central de Transplantes.
Atualmente, 26.819 pacientes aguardam por um transplante em São Paulo. Para facilitar o acesso à informação, a Secretaria de Estado da Saúde, por meio do programa Saúde Digital, disponibilizou no aplicativo Poupatempo uma ferramenta que permite acompanhar de forma prática o andamento do cadastro e a posição na fila de transplantes.
Iniciativas para ampliar doações e agilizar procedimentos
O Governo de São Paulo desenvolve ações estratégicas para acelerar o processo de transplantes e ampliar a doação de órgãos, entre elas:
- TransplantAR – Aviação Solidária: programa que utiliza aeronaves privadas para transporte gratuito de órgãos, garantindo agilidade na logística e aumentando a chance de sucesso dos procedimentos.
- Aumento de remuneração: a SES elevou em 80% os valores pagos pela Tabela SUS Paulista para sete procedimentos relacionados à captação de órgãos.
- Campanhas de conscientização: ações em diferentes canais de comunicação têm o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.
Como funciona a doação de órgãos
A Central de Transplantes segue normas legais rigorosas para identificar receptores compatíveis, levando em conta:
- Tipagem sanguínea
- Dados antropométricos
- Compatibilidade genética
- Prioridade para pacientes em estado grave
A inscrição dos pacientes é feita pelas equipes de transplante junto ao Sistema Estadual de Transplantes de São Paulo, que gerencia todo o processo em conjunto com o Sistema Nacional de Transplantes.
O Setembro Verde é o mês dedicado à conscientização sobre doação de órgãos e tecidos. Para ampliar o debate, a Agência SP publicou materiais esclarecendo mitos e verdades sobre o processo de doação, incentivando a participação da sociedade.


