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Tony Auad: Ratinho vira alvo de investigação do MP por falas consideradas homofóbicas

Ratinho, apresentador
Foto: Lourival Ribeiro/SBT

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Apresentador declarou que fica indignado ao ver homens beijando homens e mulheres beijando mulheres publicamente

Hoje inicio a minha coluna comentando a investigação do Ministério Público de São Paulo contra o apresentador Ratinho por comentários considerados preconceituosos e homofóbicos feitos durante seu programa no SBT.

A investigação ocorre em razão das falas proferidas no dia 6 de maio de 2026, durante o quadro “Ratinho Livre”, quando o apresentador afirmou estar preocupado com determinados comportamentos de homens e mulheres.

Durante o programa, Ratinho declarou que fica indignado ao ver homens beijando homens e mulheres beijando mulheres publicamente, afirmando ainda que “no tempo dele não existia isso”.

Procurada, a assessoria do apresentador informou que não comenta processos judiciais em andamento. Já o SBT também afirmou que não irá se pronunciar sobre o caso.

Entretanto, após a repercussão negativa nas redes sociais, o deputado federal e ativista LGBTQIA+ Agripino Magalhães Júnior apresentou uma queixa-crime contra o apresentador, entendendo que as declarações tiveram caráter homofóbico.

Segundo o parlamentar, o SBT também foi acionado e poderá responder conjuntamente pelos comentários feitos no programa. Além dele, a deputada federal Sâmia Bomfim também protocolou representação contra Ratinho pelo mesmo motivo.

Fontes ligadas ao caso afirmam que o Ministério Público de São Paulo já acompanhava outras situações envolvendo falas consideradas homofóbicas atribuídas ao apresentador.

Uma das ações anteriores envolve a deputada federal Erika Hilton, que move processo contra Ratinho por declarações semelhantes.

Erika Hilton pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e solicita ainda que o Ministério das Comunicações avalie a suspensão do programa por 30 dias.

A coluna entende que qualquer manifestação homofóbica, independentemente de quem seja o alvo, ultrapassa os limites do respeito e da convivência social. As pessoas são livres para viverem suas escolhas e orientações dentro da legalidade, e toda ofensa que contrarie a lei deve ser apurada e julgada pelas autoridades competentes.

Frase Final: “Deus está sobre todas as coisas.”

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